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Ciclovia na BR 316 ameaça o comércio de Ananindeua

Empresários, trabalhadores e moradores vivem momentos de nervosismo devido a obra da ciclovia que está sendo construída na BR-316. O projeto de ampliação e reforma da via, que compreende o km 06 até o km 09, está na responsabilidade do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (Denit). Segundo a classe empresarial o órgão federal não deu conhecimento de como o projeto seria executado.

Para o empresário Antônio Danúbio, que preside o Sindicato de lojas de Materiais de Construção de Belém e Ananindeua (Sindmaco), a obra põe em risco a vida de pedestres, ciclistas e ameaça totalmente o centro comercial de Ananindeua. “Com a ciclovia próxima da loja, o cliente não tem como estacionar o carro para fazer sua compra, logo, é certo a queda nas vendas e o aumento no número do desemprego no município. Além de ter maior número de acidentes”, garantiu Danúbio, que mora há mais de 40 anos no município e já foi duas vezes presidente da Associação Empresarial de Ananindeua (ACIA).

Para garantir a continuidade do crescimento do comércio no centro de Ananindeua e mudanças no projeto da ciclovia na Br 316, quatro entidades empresariais se reunirão. Entre elas estão:

Associação Empresarial de Ananindeua (ACIA), Sindicato do Comércio de Lojas de Materiais de Construção de Belém e Ananindeua (Sindmaco), Sindicato dos Postos de Combustíveis do Estado do Pará (Sindepa) e Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista dos Municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara (Sincovam).

“Se continuar a construção da ciclovia, eu como empresário e tendo minha empresa localizada na BR, vou ser muito prejudicado. Já perguntei para meus clientes e eles me disseram que sem o estacionamento fica difícil parar o carro na rodovia e fazer compras corremos o risco de ser multado pela Polícia Rodoviária Federal ou o carro ser batido”. Alertou Francildo Nobre presidente da ACIA.

O projeto de reforma e ampliação da BR 316 acontece desde o início do ano e passa pela etapa da construção da ciclovia a partir do km 06, chegando ao centro comercial do município.

De acordo com o projeto do Denit a ciclovia deve ficar onde é o estacionamento de carros, próximo das lojas.

Os empresários defendem a idéia de se fazer a ciclovia no canteiro da BR 316, assim o trânsito fica mais ordenado e não prejudica o comércio como um todo.

Segundo os cálculos da ACIA, o centro comercial de Ananindeua abriga 800 empresas na área de comércio e serviço, isso sem incluir a feira livre que comporta 400 feirantes.

No trecho em obras existem mais de 180 lojas de diversos setores do comércio, seis bancos, quatro postos de combustíveis e 11 farmácias, pontos de táxis, bares, restaurantes, escolas, cartórios, igrejas, casas lotéricas e escritórios. Além de repartição pública, como a prefeitura e o fórum de Ananindeua.

Com o grave problema da construção da ciclovia, Antônio Danúbio, presidente do Sindmaco, garante que mais de 1.600 empregos estão sendo ameaçados.

O município de Ananindeua tem 64 anos de vida e sua história conta que o comércio do município começou no local que agora é o centro comercial.

Seus números na indústria e comércio a colocam como a terceira cidade em crescimento no Pará.

Sua população passa de 500 mil habitantes. Recentemente um importante jornal de economia classificou Ananindeua como a cidade mais dinâmica do Brasil para se investir. Um dos motivos foi que as agências tiveram 57 % no aumento em depósitos bancários só no ano de 2007.
 


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